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Formado por cinco alunos egressos do curso de Design de Produto da Universidade Federal do Cariri – UFCA, o coletivo Metal Fóssil apresenta a exposição “Rastros Corporais”, na galeria do Atelier Mourão, no Rio de Janeiro. Para esse evento, Alan Araújo, João Côrtes, Dayane Araújo, Leonardo Ferreira e Marcia Ferreira se uniram para atuar na joalheria contemporânea fazendo uso da pedra Cariri, uma rocha sedimentar pouco usada pela tradição da joalheria.

A Joalheria Contemporânea tem como premissa usar a linguagem da joalheria para discutir assuntos do seu tempo em articulação com o corpo. O termo também faz um paralelo com a Arte Contemporânea, campo largamente legitimado. Através da abordagem da estética relacional, compartilhamos da compreensão da arte como uma atividade que consiste em produzir relações com o mundo através de signos, formas, gestos ou objetos. Diferente da arte contemporânea, o campo da joalheria contemporânea é recente e desconhecido do grande público, as primeiras expressões ocorreram na década de 1960, por isso, entendemos que é de extrema importância a apresentação do segmento nos centros de referência.

Nesta exposição, o conceito adotado nos trabalhos foi o da Pedra Cariri, no sentido da acumulação de resíduos através da ação de longos períodos de tempo, até a transformação em um mineral com as marcas das diversas camadas. Portanto, os trabalhos para o presente projeto discutem o corpo e suas relações com o outro e o ambiente, determinado por vivências e herdado por gerações. Ao fazer um paralelo com a Pedra Cariri, o corpo é compreendido como resultado de um trabalho de construção da pessoa através de um processo e das etapas da vida do indivíduo. A passagem pelas etapas da vida, do nascimento à morte, deixa ‘vestígios’ e esses vestígios foram trabalhados nesta experimentação.

Ana Videla

CICATRIZES
 
ALAN ARAÚJO

O corpo é instintivo, se relaciona com o outro e o ambiente, determinado por vivências e herdado por gerações. Manifesta-se segundo Freud no campo do princípio do prazer. Mais primata do que poderíamos supor, o corpo toma conta dos cuidados da sua própria conservação. Nasce – cresce – reproduz – morre, essa manutenção da sobrevivência deixa ‘vestígios’ e são eles que serão trabalhados nesta pesquisa.

Estamos em constante mudança e renovação. Saciando nossos instintos vamos colecionando cicatrizes. Desgostos, estrias, gorduras, gozos, rugas, sonhos, objetos, lembranças. Acumular – é o que fazemos com esse corpo. Pensando nisso, proponho a criação de objetos/joias, feitos para serem acumulados, sinônimos desse viver. Peças que aquele que se identifica vai saber ao que ela se refere. Ela/Ele é quem decide se serão carregadas ou guardadas, se estarão à mostra, escondidas ou disfarçadas.

Estômago, Língua e Coluna são cicatrizes minhas de meados de 2018. Trago fotos desses objetos esculpidos em pedra cariri – constituídas de muitas camadas de tempo e histórias – sobre meu corpo representando as feridas ainda abertas. No decorrer do tempo as transformo em joias, cicatrizes, condecorações.

SÉRIE JOIAS CINÉTICAS
DAYANE ARAÚJO

Na série de Joias foi explorado os mecanismos e articulações para criar joias cinéticas, nas quais o movimento dá-se a partir da interação com o corpo que veste.

 

A ação e domínio da mão sobre a peça proporciona movimento que dá vida às aves, como se fosse a alma dos objetos. Para mim, as aves são o segredo da vida, enche meus olhos com sua beleza, me acalma com sua melodia esplêndida e me encanta com seus mistérios e inteligência intrínseca.

SEM TÍTULO
JOÃO CÔRTES

Neste trabalho quis falar sobre algo que me apavora no meu corpo, convivo com a disidrose, condição que sempre me fez sentir socialmente inseguro e frustrado, por me privar de executar tarefas manuais (literalmente)  e ser um gatilho para que outros demônios despertem no meu corpo, aqui eu tento tornar isto bonito, não é sobre desconstrução, é sobre como eu sempre me encontro num lugar de tentar embelezar e evitar lidar com os meus problemas, deixando que eles floresçam e criem frutos

SÉRIE SEM TÍTULO
LEO FERREIRA

A série de objetos consiste numa investigação sobre a figura do ovo como uma cápsula de ideias latentes, que podem "chocar" de maneiras inesperadas, buscando um diálogo com a prática de ourivesaria através da construção desses broches e esculturas. 

As peças foram produzidas manualmente com técnicas tradicionais e não-tradicionais de joalheria

SÉRIE ROCHAS
MARCIA FERREIRA

O santo sepulcro localizado na cidade de Juazeiro do norte – CE nas mediações do horto do Padre Cícero é um espaço consagrado à devoção popular, campo pedregoso repleto de objetos devocionais como cruzeiros e entalhes rochosos. Local de difícil acesso, é considerado um importante ponto de penitência para romeiros e visitantes.

 

No imaginário popular o santo sepulcro simboliza o local em que Jesus Cristo foi crucificado, nesse espaço possui variações e tamanhos de rochas distintas como a pedras do pecado, pedra do joelho, pedra da escada e a pedra da coluna ambas com distintas simbologias as quais os fiéis acreditam na remissão dos seus pecados caso consigam passar entre as lacunas rochosas ou até mesmo toca-las.

 

Nesse intuito buscamos como referência para projeção dos adornos a representação das rochas bem como a conduta dos penitentes com os espaço.

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COLETIVO METAL FÓSSIL

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ALAN ARAÚJO

Alan Araújo graduado em Design de Produto pela Universidade Federal do Cariri (2015), especialista em Design de Moda pelo SENAI CETIQT (2017). Foi bolsista no programa Cambada PET Design da UFCA (2012-2015), atualmente atua como visual merchandiser e designer autônomo, com joalheria e moda autorais produzidas em pequena escala. Integrante do grupo NAVE: Núcleo de Artes Visuais Experimental da Universidade Federal do Cariri. Tem experiência nas áreas de design de produto, visual merchandising, moda e joalheria, com ênfase no processo criativo e realiza pesquisas na área de joalheria contemporânea.

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DAYANE ARAÚJO

Dayane Araújo, graduada em Design de Produto pela Universidade Federal do Cariri (UFCA). Foi bolsista no programa Cambada PET Design - UFCA (2014-2017), tem experiência no campo do design, atuando nas áreas de Joalheria e Design Gráfico, principalmente no desenvolvimento e produção de joalheria comercial e realiza estudos e experimentos em joalheria contemporânea. O seu trabalho explora mecanismos e articulações para criar Joias Cinéticas, nas quais o movimento dá-se a partir da interação com o corpo que as veste. Os mecanismos desenvolvidos são inspirados no movimento das aves, animais que despertam verdadeiro fascínio, pois remetem à ideia de imortalidade ao associar o movimento da mão para dá vida aos Anéis/Aves, como se esta fosse a alma dos objetos.

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JOÃO CÔRTEZ

Graduado em Design de Produto na UFCA, foi bolsista no Cambada PET design (2013-2017), atua nas áreas de joalheria, animação, ilustração e design gráfico. A sua linguagem parte da ideia que somos seres biopoliticios (Hardt e Negri), cujo corpo muda e transforma o nosso cotidiano, pois é com ele que percebemos a realidade. No dia a dia experienciamos novas realidades a partir do que passa ao nosso redor e afeta o nosso corpo, desde um olhar que recebemos até a roupa que escolhemos vestir.

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LEO FERREIRA

Artista cearense, natural de Juazeiro do Norte -CE. Graduado em Design de Produto, e Mestrando em Design, produz entre os campos convergentes das Artes Visuais, Design e Joalheria Contemporânea. 

Desenvolve pesquisas que envolvem a linguagem do desenho, investigações plásticas e materiais da ourivesaria com as poéticas do cotidiano, a casa, os objetos ordinários e as relações entre o corpo e a manufatura.

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MÁRCIA FERREIRA

Marcia Ferreira graduada em Design de Produto com habilitação em Design de Joias pela Universidade Federal do Cariri (2018). Possui experiência no campo do design, ourivesaria e joalheria contemporânea. Atua como ourives e designer de joias comercializando peças autorais e personalizadas projetadas à mão, dialogando com a economia criativa. Participou de feiras e exposições de joias em diferentes Estados, integrante do projeto de pesquisa Joias; jogo invento artesania promovido pelo curso de Artes Visuais (URCA). O seu trabalho abordará o comportamento religioso dos romeiros diante do espaço sagrado “santo sepulcro” local consagrado à devoção popular, campo pedregoso repleto de objetos devocionais como cruzeiros e rochas. Área de difícil acesso, considerado um importante ponto de penitência para romeiros e visitantes na cidade de Juazeiro do Norte. Assim a pesquisa sucedeu a partir da observação e conduta dos fiéis com o espaço sagrado no qual utilizarei como referência para projeção dos adornos corporais.

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ANA VIDELA

Possui graduação em Ciências Sociais pela Universidade Federal Fluminense (UFF), mestrado em Design pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), doutorado em Design pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), com período sanduíche no Departamento de Antropologia da Universidad Autónoma Metropolitana (UAM), na Cidade do México e Pós-Doc, em andamento, no PPGSA da UFRJ. Formada em Joalheria pelas Escolas Contacto Directo e Ar.Co, Centro de Arte e Comunicação Visual, em Lisboa. Foi professora de joalheria e coordenadora da Escola de Joalheria do SENAI-RJ. Publica textos e artigos sobre questões referentes à pesquisa em Design Antropologia, com ênfase nos aspectos culturais dos artefatos. Tem experiência em desenvolvimento e produção de joalheria contemporânea. Atualmente é Professora Adjunta do curso de Design da Universidade Federal do Cariri (UFCA). Coordenadora do grupo de pesquisa Benditos – Núcleo de Design Antropologia.

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ATELIER-MOURÃO

E:  Rua Gorceix  Ipanema

Rio de Janeiro

T:   21-2267 9191

E:  contato@ateliermourao.com.br

CNPJ: 06.034.396/0001-74

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